1958 vista por dois ídolos: Pelé e Garrincha contam a mesma Copa
Dois jogadores que entraram juntos em campo pela primeira vez numa Copa do Mundo. Dois livros, décadas depois, que revelam versões diferentes da mesma glória.
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Dois jogadores que entraram juntos em campo pela primeira vez numa Copa do Mundo. Dois livros, décadas depois, que revelam versões diferentes da mesma glória.
Galeano, Mario Filho e Ruy Castro chegaram à mesma conclusão por caminhos diferentes: o futebol brasileiro é inseparável da história social do país.
O Botafogo formou alguns dos maiores jogadores do futebol brasileiro e ficou famoso, paradoxalmente, por não ganhar os títulos que merecia.
O maior intelectual da esquerda latino-americana escolheu o futebol como tema. Não foi escapismo — foi a forma mais direta que encontrou para falar de poder e pertencimento.
Antes de ser clássico, era ruptura social: quando jogadores negros foram barrados no Fluminense, o Flamengo se tornou outra coisa.
A final de 1994 terminou 0 a 0 após a prorrogação. O Brasil virou tetra, mas ficou a sensação de que aquele time merecia mais do que um placar em branco.
Romário marcou cinco gols na Copa de 1994 e só aparecia nas estatísticas quando importava: dentro da área adversária.
Em 1981, o Flamengo chegou à Libertadores sem ser favorito. Saiu campeão sul-americano pela primeira vez na história.
Quarenta anos depois, a Seleção de 1982 continua sendo lembrada como o time mais bonito que não ganhou uma Copa do Mundo.
Quando Cruyff voltou ao Camp Nou como treinador, levou consigo não apenas um sistema de jogo, mas uma filosofia completa de clube.
Quando Pelé se machucou na segunda rodada, o Brasil poderia ter desmoronado. Garrincha decidiu que não.
O título mais belo da história brasileira foi construído com um elenco tão completo que até Pelé precisou dividir os holofotes.
O mais jovem artilheiro da história das Copas entrou em campo sem que o mundo soubesse o que estava prestes a ver.